sexta-feira, 20 de março de 2015

ESTUDO-05 A HISTÓRIA DE UMA CONVERSÃO



ESTUDO-05 A HISTÓRIA DE UMA CONVERSÃO

DATA._____/_____/_____
ESTUDO-05
A HISTÓRIA DE UMA CONVERSÃO

Referência: 2 REIS 5.1-19

INTRODUÇÃO

1. Naamã, um homem de projeção.
• Ele era comandante de Ban-Hadade, rei de Damasco, capital da Síria.
• Era o ministro da guerra. Homem corajoso. Forte. Guerreiro. Famoso.
• Naamã era um homem famoso, porém leproso.
• Ele tinha grande prestígio político, mas era espiritualmente cego.
• Ele era leproso, e ainda assim orgulhoso.

2. Naamã, um homem honrado – v. 1
a) Honra militar – “Naamã, comandante do exército do rei da Síria... era ele herói de guerra”. Ele era comandante em chefe das forças armadas da Síria. Ele era um herói nacional. Sua farda estava cheia de condecorações. Seu nome ocupava as manchetes dos jornais de Damasco. Ele o grande ídolo da nação. Era aplaudido nas praças. Seu nome era tema de canções populares. Estava no topo da fama e da glória pessoa. Tinha atingido o mais alto grau na carreira militar. Ele era o máximo.
b) Honra política – “Era grande homem diante do seu senhor”. Ocupava o primeiro escalão do governo. Era o braço direito do rei. O homem de maior prestígio no palácio. O homem forte da Síria. O responsável pelas vitórias militares e a mais estrela do seu país.
c) Honra popular – “E de muito conceito”. Naamã era um homem admirado, amado, aplaudido, de sucesso e total aprovação popular. O povo o tinha em alta conta. Ele era um vitorioso. Seu caminho era pontilhado de sucesso. O próprio Deus que ele não conhecia o abençoava em suas esplêndidas vitórias.

3. Naamã, um homem abençoado – v. 1
• “... porque por ele o Senhor dera vitória a Síria”. Naamã era um idólatra, mas Deus já o abençoava. Suas conquistas militares eram obra da providência divina. Deus já estava trabalhando na vida desse homem ainda que ele não soubesse disso.
• Vamos ver a história da conversão desse grande herói de guerra:

I. UM GRANDE SOFRIMENTO – V. 1

• “... Porém, leproso”.
1. O sofrimento da doença - v. 1
• Naamã tinha sucesso público, mas fracasso pessoal.
• Naamã era um vencedor, um herói, um grande homem em público, mas no recesso do seu lar, na intimidade, quando tira a armadura era um leproso.
• Talvez esse seja o retrato da sua vida: você também é um vencedor no seu trabalho, nos seus estudos, na sua empresa. Você é reconhecido. Tem diplomas, sucesso financeiro. É amado e prestigiado. Passou em todas as provas e concursos, mas você tem uma lepra dentro de você. Sua lepra não é física, é espiritual.
• A lepra tinha cinco características:
a) A lepra separa – O leproso tinha que ser tirado da família, da sociedade e jogado numa caverna ou numa aldeia de leprosos. O pecado separa você de Deus.
b) A lepra insensibiliza – A lepra deixa a pessoa insensível. Assim é o pecado. Ele endurece, cauteriza, calcifica a alma.
c) A lepra deforma – A lepra deixa marcas e deformidades. Ela mutila e deixa cicatrizes profundas. Assim é o pecado. Ele deixa marcas profundas na mente, na alma, no corpo.
d) A lepra contamina – A lepra é contagiosa. O pecado também contamina. Ele pega. Fuja de más influências, de lugares perigosos.
e) A lepra mata – A lepra era uma doença incurável. O pecado é uma doença mortal.

2. O sofrimento da duplicidade – v. 1
• Naamã era um herói de guerra lá fora, mas dentro de casa era um leproso. No recesso do lar, não podia abraçar sua esposa nem colocar seus filhos no colo. Lá fora um vencedor, em casa um doente derrotado.
• Talvez esta é sua situação. Tem fama de um homem de Deus, piedoso, de uma mulher de oração, de um jovem puro, mas dentro de seu lar, você é outra pessoa. Vive com máscara. Vive de aparência. Na igreja tem cara de gente santa, mas dentro de casa, na rua você vive alimentando seu coração de impureza. Lá fora um herói, dentro de casa, um leproso.

3. O sofrimento da impotência - 1

a) A medicina tem limitações (v. 7) – A lepra era como a própria morte, só Deus podia reverter a situação. O rei de Israel rasgou suas roupas porque sabia que nenhum recurso da medicina podia reverter àquela situação.
b) O dinheiro tem limitação (v. 5) – O dinheiro não compra tudo. O seu dinheiro pode lhe comprar remédio, mas não saúde. Pode lhe comprar uma casa nova, mas não um lar. Pode lhe dar conforto, mas não felicidade.
c) A política tem limitações (v. 5,7) – O poder político não resolve todos os problemas. O rei da Síria pensou que podia resolver o problema da lepra com uma canetada. A agenda de Deus não está nas mãos dos poderosos.

II. UM GRANDE EQUÍVOCO – V. 4-7

1. Pensar que Deus se submete à agenda dos poderosos – v. 5
• Naamã vai ao rei de Damasco. Este o manda com uma comitiva ao rei de Israel. Pensa que as obras de Deus podem ser resolvidas com uma canetada por aqueles que estão empoleirados no poder.
• Naamã tem grande prestígio político, mas é espiritualmente cego. Ela pensa que a fé é um negócio, um comércio. Ela pensa que a religião é uma questão de relações públicas e que a carta de um rei ao outro pode interferir na agenda de Deus.
• Naamã pensa que a carta do rei a outro rei vai lhe abrir o caminho da cura. Mas Deus não se submete ao decreto dos poderosos. Ele é livre.
• O rei de Israel rasga as suas roupas. Só Deus pode curar. Só Deus pode salvar.

2. Pensar que as bênçãos de Deus podem ser compradas com dinheiro – v. 5,15,16
• Naamã levou 350 Kg de prata, muito ouro e dez vestes festivais. Mas a graça de Deus não tem preço. A cura e a salvação não podem ser compradas com ouro ou prata.
• Eliseu não se impressionou com a riqueza da comitiva de Naamã. Depois que Naamã foi curado, ele não aceitou os presentes de Naamã. Salvação não é um negócio. A graça de Deus não é um produto. O evangelho não é uma mercadoria. A igreja não é uma empresa.
• O céu é de graça. As bênçãos de Deus não são vendidas. Os religiosos que comercializam o sagrado são filhos de Geazi e não discípulos de Eliseu.

3. Pensar que no Reino de Deus as glórias humanas podem nos colocar em posição especial – v. 9-12
• Naamã esperou que Eliseu saísse ao seu encontro com reverência, colocando tapete vermelho para ele pisar. Ele queria ser honrado. Ele estava acostumado a ser estrela. Ele não queria descer do seu pedestal.
• Mas Eliseu nem saiu de casa para recebê-lo. Mandou-lhe um recado. Não o bajulou. Naamã ficou furioso ao não ser recebido com pompas.

III. UM GRANDE TESTEMUNHO – V. 2,3

1. Uma menina escrava pode ser usada por Deus para a salvação do homem mais poderoso da Síria – v. 2,3
Ø Deus ama a todos, os poderosos, os reis, os ricos, os generais, os imperadores, os que estão no trono com o cetro do poder nas mãos.
Ø Naamã adorava o deus Hinon. Ele era um homem idólatra, pagão. Politicamente inimigo de Israel. Talvez hoje alguns pregadores dissessem para ele: 1) Você precisa primeiro queimar suas imagens de Hinon; 2) Você precisa fazer uma oração de renúncia e rejeitar os pactos que você fez.
Ø O milagre de Deus começou quando essa menina escrava se colocou nas mãos de Deus para testemunhar. Para isso, ele venceu três barreiras:

a) Barreira da distância – Ela estava desterrada, exilada em terra estrangeira, pagã, na casa de um idólatra, mas ali ela dá testemunho do seu Deus.
b) Barreira da discriminação – Aquela adolescente foi arrancada à força da casa de seus pais. Talvez seus pais haviam sido mortos ou eram escravos. Foi levada como coisa e não como pessoa. Era um objeto do seu patrão. Ela, porém, via-se a si mesma como uma embaixadora do céu.
c) Barreira da inimizade – Naamã era símbolo da maior ameaça para o seu povo. Mas ela era diferente de Jonas. Ela ama os próprios inimigos do seu povo e está pronta a abençoar a quem a humilhou.

2. Os servos de Naamã podem ser seus sábios conselheiros – v. 13
Ø Naamã não consegue entender a simplicidade da graça de Deus. Novamente são seus servos que o colocam de volta na estrada da cura.
Ø A ajuda de Naamã vem de fontes inesperadas: 1) uma menina escrava; 2) um profeta hebreu; 3) um rio barrento; 4) uma ordem simples.

IV. UM GRANDE MILAGRE – V. 10,13,14

1. Realizado sem espalhafato – V. 10
• Eliseu não convoca um coral para recepcionar Naamã e sua comitiva. Não põe tapete vermelho. Não coloca outdoor na cidade anunciando o dia de um grande milagre. Não põe no jornal de Samaria a visita do general da Síria que seria curado de lepra. Eliseu não faz propaganda do sobrenatural. Ele não toma o lugar de Deus.
• Naamã queria trombetas, uma cerimônia com ritos e pompas. Para ele tinha que ter espetáculo. Estava preso a rituais e lugares.

2. Realizado depois de se descer do pedestal do orgulho – V. 13
• Naamã para ser curado tinha que descer do seu pedestal. Antes de curar a lepra de Naamã, Deus queria curar o orgulho de Naamã. Só os humildes possuirão o Reino de Deus.
• A lepra de Naamã não estava apenas na sua pele, mas também no seu coração. Não só por fora, mas também por dentro. Não só na sua carne, mas também no seu espírito.
• Naamã tinha que depositar aos pés de Deus os seus títulos, seus diplomas, suas medalhas, seus troféus, suas insígnias, suas condecorações, suas façanhas e suas vitórias.
• A lepra apodrecia a carne de Naamã, ma não amolecia o seu coração. Por isso, ele precisa primeiro ser curado do seu orgulho.

3. Realizado depois de se reconhecer a feiúra do pecado – v. 14
• Quando Eliseu mandou Naamã mergulhar no Jordão sete vezes, ele estava dizendo que Naamã precisava tirar a armadura e mostra a sua lepra para todo mundo.
• Eliseu estava mostrando que não podemos ser curados sem admitir publicamente nossa doença, nossa lepra. Você precisa se desnudar, tirar a máscara.
• Você precisa pôr um ponto final na sua vida dupla e admitir que você depende desesperadamente da graça de Deus.
• NO Reino de Deus, os generais têm que se humilhar. O doutor tem que se arrepender. Os poderosos precisam se curvar.

4. Realizado depois de crer e obedecer ao que Deus manda – v. 14
• Se Naamã não tivesse mergulhado 7 vezes no Jordão, teria voltado leproso para a Síria.
• Não basta uma obediência parcial. Se ele tivesse mergulhado apenas 6 vezes, seria do Jordão ainda leproso.
• A fé obedece ao que Deus manda.
• Se você crer em Jesus, você será salvo. Quem tem a vida eterna (Is 1.18; Jo 5.24; At 16.31).

V. UMA GRANDE SALVAÇÃO – V. 14-19

1. Naamã foi completamente purificado – v. 14
• Ele sarou da sua lepra não porque a água do Jordão fosse milagrosa, mas porque se humilhou e obedeceu à Palavra de Deus.
• Sua carne ficou limpa. Sua pele restaurada. Também, quando você crê em Jesus, a sua cura é imediata. Você pode voltar para casa limpo hoje. Você pode voltar curado, liberto, perdoado. Hoje Deus pode limpar a sua carne, a sua mente, o seu coração, as suas memórias. Hoje você pode ficar livre da sua lepra!

2. Naamã rendeu-se ao único Deus vivo e verdadeiro – v. 15
• Naamã desiste de suas crenças pagãs. Ele abriu mão de suas convicções religiosas para render-se ao Deus todo poderoso. Não há salvação fora de Jesus. Você precisa se curvar diante do Senhor Jesus. Só há salvação nele. Só há perdão nele. Só ele é o caminho, a porta.

3. Naamã tomou a decisão de mudar radicalmente de vida – v. 17
• Naamã tem uma experiência profunda de conversão. Sua vida é transformada. Hoje é tempo de você deixar os ídolos, o orgulho.
• Quem é convertido, demonstra gratidão
• Quem é convertido, torna-se um adorador!
• Quem é convertido muda o ponto nevrálgico da vida – A maior lepra de Naamã era o orgulho (v. 11,12). Agora, ele revela humildade (v. 17). Exemplo: Zaqueu.
• Quem é convertido passa por uma mudança radical – Naamã disse: “Nunca mais”. Hoje pode ser um divisor de águas na sua vida. É hora de nascer de novo. Ser nova criatura. Enterrar o seu passado no Jordão de Deus, sair de lá limpo. O sangue de Jesus pode purificar você de todo o pecado.

CONCLUSÃO

• Naamã chegou leproso e voltou curado.
• Naamã chegou perdido e voltou salvo.
• Naamã chegou idólatra e voltou adorando ao Deus vivo.
• Hoje, Deus quer fazer esse milagre em sua vida.


Rev. Hernandes Dias Lopes

ESTUDO -06 CORAGEM PARA SER DIFERENTE



ESTUDO -06 CORAGEM PARA SER DIFERENTE

DATA._____/_____/_____
ESTUDO -06

CORAGEM PARA SER DIFERENTE

DANIEL 1:1-21

INTRODUÇÃO

1. Não era fácil ser jovem nos dias de Daniel. A nação inteira estava vivendo em fragrante desobediência a Deus. Os tempos de fervor espiritual haviam se acabado com a reforma religiosa do rei Josias. Deus, então, através de Jeremias e Habacuque alerta o povo que um tempo de calamidade aconteceria. A poderosa Babilônia invadiria Jerusalém e levaria o povo para o cativeiro.

2. Em 606 Nabucodonosor cercou Jerusalém e saqueou o templo e levou todos os seus tesouros para a Babilônia. Levou também as pessoas ricas, jovens e bem-dotadas, deixando os demais para trás. Estabeleceu Zedequias no governo, mas este rebelou-se contra a Babilônia. Então, Nabucodonosor cercou a cidade por mais de dois anos até que a fome vencesse o povo dentro de suas muralhas. Depois invadiu a cidade, incendiou o templo, quebrou os muros, forçou as jovens, matou os jovens e levou o povo para o cativeiro.

3. A Babilônia era o maior império do mundo. Era a senhora do universo. As muralhas da cidade da Babilônia era inexpugnáveis com 30 metros de altura e dava para três carros aparelhados com mais de 1.200 torres. Ali havia uma das sete maravilhas do mundo antigo: os jardins suspensos da Babilônia.

4. Nesse contexto de apostasia, mundanismo, infidelidade a Deus, desobediência, guerra e ameaça de uma invasão internacional é que Daniel cresce. É nesse tempo dramático que ele vive sua infância e adolescência. Seria ele produto do meio? Seria ele um a mais na massa que se enveredava para as sombras do pecado? Como ser um jovem fiel a Deus num tempo assim?

I. DANIEL, UM JOVEM FIEL A DEUS A PESAR DE UM PASSADO DE DOR

1. No meio de uma geração que se corrompia, Daniel possuía valores absolutos
 • Daniel foi criado num contexto de piedade. Era ainda adolescente, mas conhecia a Deus. Era ainda jovem, mas sabia o que era certo e errado. Estava no alvorecer da sua vida, mas não se mistura com aqueles que se entregam ao relativismo moral. É um jovem que tem coragem de ser diferente.
• Daniel estava vendo uma geração que estava colhendo o que seus pais haviam semeado – v. 2 – Jerusalém fica intacta nesta primeira invasão, mas o templo é saqueado. Isto não foi por acidente. Por muito tempo os judeus haviam confiado no templo e não no Senhor (Jr 7:7). Acham que enquanto tivessem o templo estariam a salvo. Mas o templo não os salvou. Uma religião sem vida não nos salvará. Confiar no templo não era um substituto para o arrependimento. Deus reina, quer seu templo exista, quer não. A invasão da Babilônia, o saque do templo, os tesouros transportados e os cativos a chorar, tudo isso foi obra de Deus. O povo estava sendo derrotado, mas Deus era vitorioso.

2. No meio de tragédias terríveis, Daniel não deixa o seu coração se azedar.
 a) Daniel perdeu a sua nacionalidade – Ele foi arrancado da sua Pátria. Ele perdeu sua bandeira. Ele foi tirado do seu lar.
 b) Daniel perdeu a sua família – Ele foi arrancado dos braços de seus pais, da sua família, dos seus amigos, dos seus vizinhos. Ele foi agredido, violentado em seus direitos.
c) Daniel perdeu a sua liberdade – Ele sai de casa não como estudante, mas como escravo. Ele não é dono da sua vida. Ele está debaixo de um jugo. A sua cidade foi cercada. A fome desesperadora tomou conta do seu povo. As mães comiam os seus próprios filhos. As jovens foram forçadas. Os jovens passados ao fio da espada. Outros levados cativos.
d) Daniel perdeu a sua religião – Seu país foi invadido. Sua cidade foi arrasada. Seu templo foi derrubado. Seu povo estava debaixo de opróbrio. Estava agora longe de casa, em um país estranho, com uma língua estranha, sem a Palavra de Deus nas mãos, sem o templo, sem sacerdotes, sem culto.
e) Daniel a despeito das perdas, não é um jovem influenciado, mas um influenciador – As pessoas que foram levadas cativas entregaram-se à depressão, nostalgia, choro, desânimo, amargura e ódio (Salmo 137). Daniel escolheu ser uma luz, uma testemunha, um jovem fiel a Deus em terra estranha. “Não é o que as pessoas nos fazem que importa, mas como reagimos a isso”.

 3. No meio de uma cultura sem Deus e sem absolutos morais, Daniel não se corrompe
• Daniel é levado para a Babilônia eivada de idolatria. É levado para esse panteão de divindades pagãs, para a capital mundial da astrologia e feitiçaria. Daniel vai como escravo para uma terra sem o conhecimento de Deus, onde não havia a Palavra de Deus nem o temor de Deus, onde o pecado campeava solto. Mas, mesmo na cidade das liberdades sem fronteiras, do pecado atraente e fácil, Daniel mantém-se íntegro, fiel e puro diante de Deus.

II. DANIEL, UM JOVEM FIEL A DEUS APESAR DE UM PRESENTE DE OPORTUNIDADES E GRANDES RISCOS


1. Escolhido para estudar na Universidade da Babilônia

 • Nabucodonosor era um estadista e um estrategista. Ao mesmo tempo que seus exércitos eram devastadores, queimando casas, cidades, demolindo palácios e templos. Ao mesmo tempo que assassinavam, saqueavam e carregavam manadas para a Babilônia; também cria uma Universidade para formar jovens cativos que pudessem amar a Babilônia e se tornarem divulgadores da sua cultura. O método de Nabucodonosor era deportar a nobreza de cada nação conquistada e integrá-la no serviço público de Babilônia. Eles mesmos governariam sobre os demais súditos conquistados. Assim, aqueles que se rebelassem teriam de fazê-lo contra seu próprio povo, talvez contra seus próprios filhos.
• O vestibular era composto de três exames:
1) Qualidades Sociais – linhagem real e dos nobres;
2) Qualidades Físicas e Morais – jovens sem nenhum defeito e de boa aparência;
3) Qualidades Intelectuais – instruídos em toda sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e competentes para assistirem no palácio. Os aprovados deveriam andar pelos corredores do poder.

2. Promessa de emprego garantido e sucesso profissional
• O v. 5 nos informa que o curso da Universidade de Babilônia era de período intensivo e demorava apenas três anos e depois disso eles iriam assistir no Palácio. Era emprego no primeiro escalão do governo mais poderoso do mundo. Era uma chance de ouro. Era tudo que um jovem queria na vida. Era tudo que um pai ou pai podia sonhar para os seus filhos. Mas, cuidado: o que adianta você ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? O que adianta você ficar rico, vendendo a sua alma ao diabo (O filme O Advogado do diabo). O que adianta você ter sucesso, mas perder a sua fé? O que adianta você ser famoso, mas não ter uma vida limpa?

3. Cuidado, a amizade do mundo é inimizade contra Deus – O perigo da aculturação
a) Cuidado com as iguarias do mundo! – Os jovens além de terem a melhor Universidade do mundo de graça, ainda teriam comida de graça, e da melhor qualidade. Eles só teriam que pensar em seus estudos. Deveriam até mesmo esquecer que eram judeus, a fim de tornarem-se babilônios. Deveriam esquecer que eram servos de Deus, e tornarem-se servos de um rei terrestre. Mas as iguarias da mesa do rei eram comidas sacrificadas aos ídolos. Cada refeição, no palácio real de Babilônia, se iniciava com um ato de adoração pagã. Comer aqueles alimentos era tornar-se participante de um culto pagão. Todas as maças do diabo são bonitas, mas elas têm bicho. Os banquetes do mundo são atraentes, mas o mundo jaz no maligno. Ser amigo do mundo é ser inimigo de Deus. Aquele que ama o mundo o amor do Pai não está nele. Não entre na forma do mundo. Fuja dos banquetes que o mundo lhe oferece! Fuja das festas do mundo! Fuja das boates, das noitadas, dos lugares que podem ser uma laço para a sua vida. Muitos diriam hoje: “Daniel, você está sendo muito radical, muito puritano, muito intransigente. Por que criar um caso com uma coisa tão pequena como comer alimento oferecido aos ídolos? Por que não colocar esses escrúpulos de lado? Pense na influência que você pode exercer, encontrando-se no serviço público da Babilônia. Você vai salgar aquele ambiente. Você vai ser uma luz lá no palácio. Deixe de lado esse radicalismo seu. Mas Daniel prefere a prisão ou a morte do que a infidelidade. Daniel disse: “Prefiro a morte do que pecar, ainda que um pouco.”
 b) Cuidado com a mudança dos valores! – Seus nomes foram trocados. Isso significa, vamos esquecer o passado. Entre os hebreus o nome era resultado de uma experiência com Deus. Todos os quatro jovens judeus tinham nomes ligados a Deus. Seus nomes foram trocados e vinculados às divindades pagãs de Bel, Marduque, Vênus e Nego. Os caldeus queriam varrer o nome de Deus do coração de Daniel. A universidade da Babilônia queria tirar a convicção de Deus da mente de Daniel. Queria plantar nele novas convicções, novas crenças, novos valores, por isso mudaram seus nomes.
c) Cuidado com as ofertas vantajosas! – Muitos judeus se dispuseram a aceitar as ofertas generosas da Babilônia. Pensaram: É melhor esquecer Sião. É melhor esquecer os absolutos da Palavra de Deus. Isso não tem nada a ver. A Bíblia já não serve mais para nós. Agora estamos num estágio mais avançado: estamos estudando as ciências. Além do mais a Babilônia oferecia riquezas, prazeres e Jerusalém era muito repressora. A lei de Deus, pensavam, é muito rígida, tem muitos preceitos. E assim, muitos se libertaram de seus escrúpulos e esqueceram de Deus, da sua Palavra. Para eles, tudo havia se tornado relativo. Os tempos estavam mudando depressa e eles precisam se adaptar às mudanças.
 d) Cuidado com o que está por trás das vantagens do mundo! – Daniel e seus companheiros era jovens comprometidos com a verdade. Os caldeus mudaram seus nomes, mas não seus corações. Eles compreenderam que a babilonização era uma porta aberta para a apostasia. Sentiram que o paternalismo da Babilônia era pior do que a espada da Babilônia. A guerra das idéias, a lavagem cerebral, a relativação da moral, a filosofia do que “nada tem nada a ver” é procedente do maligno. Daniel não negociou seus valores. Ele não se corrompeu. Não se mundanizou. Ele teve coragem para ser diferente mesmo quando foi pressionado a se contaminar, mesmo quando não era vigiado e mesmo quando estava correndo risco de vida.

4. A determinação de não se contaminar • Daniel estava no mundo, mas não era do mundo. Deus não livrou Daniel do perigo, mas lhe deu livramento no perigo. Ele não satanizou a cultura, dizendo que tudo era do diabo, mas ele percorreu os corredores da Universidade e do Palácio sem se corromper. Mesmo cercado por uma babel de outras vozes, sempre se orientou pela voz de Deus. Resistiu sempre aos interesses da Babilônia, quando esses se chocavam com os interesses do Reino de Deus.
 a) Daniel foi corajoso em sua decisão – Ele podia perder a vida, o emprego, a oportunidade da sua vida. Ele podia pensar: Vou fazer só essa concessão. Deus sabe que meu coração é dele. Vou ceder só nesse ponto. Mas não, Daniel era um homem de absolutos. Ele não transigia com o pecado. Seu grande projeto de vida era honrar a Deus.
b) Daniel foi sábio em sua decisão – Daniel teve tato para lidar com as dificuldades. O verso 8 nos informa que ele resolveu e pediu. Ele foi firme e gentil. Ele foi firme e perseverante. Ele não disse: “Eu não como carne.” Mas é ordem do Rei, “azar do rei”. Se tivesse feito isso, certamente seria um jovem morto e se morresse não era por fidelidade, mas por burrice. Daniel era sábio, discreto, gentil e sensível. Mas também era firme.
c) Daniel foi coerente durante todas as suas decisões
 • Porque disseram NÃO nas provas mais simples, puderam dizer NÃO nas provas mais difíceis. Seus amigos depois enfrentaram a fornalha e ele a cova dos leões. Não transija. Não venda sua consciência.
• Nosso mundo está mudando todo dia: as pessoas dizem para você: que nada! Os tempos mudaram: Sexo antes do namoro não tem problema. Dançar nas boates não tem problema. Ficar com um rapaz ou moça hoje e com outro ou outra amanhã não tem problema. Visitar os sites pornográficos na Internet não tem problema. Jesus disse: “Se o teu olho te faz tropeçar arranca-o…”
• Daniel era radical na sua posição. Não estava aberto a mudanças. Fidelidade a Deus era inegociável para ele. Mas hoje muitos jovens estão se contaminando. Namoros, roupas, jovens de brinco, piercings, tatuagens. Exemplo: O jovem ferido que blasfemava e tinha uma tatuagem de Cristo no peito. Seu Cristo estava apenas do lado de fora.

III. DANIEL, UM JOVEM FIEL APESAR DE UM FUTURO DE GLÓRIA

 1. Ele ganhou a confiança do chefe dos eunucos • Apenas ficou com medo e tentou demovê-lo, mas Daniel argumentou. Confiou em Deus e Deus o honrou e ele e seus amigos tornaram-se mais robustos que os outros estudantes. Jovem crente precisa se destacar. Ele é cabeça e não cauda. Servir a Deus nos põe na frente!

 2. Ele foi aprovado com grande honra
• Finalmente o curso de três anos terminou. Era hora dos exames finais. Como nas Universidades Britânicas em dias passados, estes exames não eram escritos, mas orais. O próprio rei os examinou. E Daniel e seus amigos foram examinados, aprovados e considerados dez vezes mais sábios que os outros estudantes. Como resultado, cada um dos quatro foi colocado em um alto cargo. Porque foram fiéis a Deus, o Senhor os honrou e os fez dez vezes mais cultos e mais eminentes que os mais sábios. Eles estavam no palácio do rei da Babilônia, servindo ao Rei Eterno, o Deus Todo Poderoso.

3. Ele passou a servir diante do rei
• Daniel tornou-se primeiro ministro da Babilônia. Figurou entre os maiores do grande império. Tornou-se homem de projeção. Foi uma bênção durante toda a sua vida. Muitos crentes anseiam por posições mais altas, mas para isso negociam valores, vendem suas consciências, se corrompem e envergonham o nome de Deus. Se não vivermos agora honrando a Deus nas pequenas coisas, jamais o honraremos quando chegarmos em altas posições. 4. Ele foi maior do que a própria Babilônia
• A Babilônia caiu, mas Daniel continuou de pé. A Babilônia perdeu o seu poder, mas Daniel continuou sendo uma bênção para outro império. O v. 21 mostra o triunfo de Daniel. Ele continuou fiel até o primeiro ano de Ciro. Ele atravessou 70 anos de cativeiro com uma vida limpa diante de Deus. Ele começou bem e terminou bem.
• Hoje muitos começam bem e terminam mal. São crentes consagrados até enfrentarem a primeira prova, mas depois negociam seus valores, vendem suas consciências e se perdem no cipoal de suas paixões e deixam sua devoção a Jesus, deixam a igreja e se contaminam com o mundo.
• Babilônia passou e um novo império surgiu, mas Deus continuou servindo a Deus na Babilônia. Reis subiram ao trono e desceram do trono, mas Daniel continuou como um homem incontaminado.


CONCLUSÃO

• Daniel foi um jovem fiel e incontaminado apesar da sua aparência, das suas oportunidades, dos seus dotes, dos seus riscos e da sua glória. • Você é um jovem fiel a Deus na adversidade e na prosperidade?
• Você tem se guardado incontaminado do mundo? Você é influenciador? Você faz diferença no meio em que você vive? As pessoas são atraídas a conhecer a Deus através do seu testemunho?