domingo, 22 de dezembro de 2013

2014 ano dos filhos de José, "O NASCIMENTO DE MANASSÉS E EFRAIM"


O NASCIMENTO DE MANASSÉS E EFRAIM

Gênesis 41: 50 - 52

                1 - INTRODUÇÃO - Quando olhamos para a vida de José, para suas experiências e para os fatos que lhe ocorreram na convivência com seus irmãos, suas angústias e aflições no Egito, poderíamos até pensar que ele deveria ser um fracassado e derrotado, cheio de revolta contra tudo e contra todos, uma pessoa com o coração carregado de ódio e rancor contra seus irmãos, por tê-lo desprezado sem motivo justo e vendido aos ismaelitas como um reles escravo, aparentemente arruinando sua juventude. José poderia guardar no coração profundas mágoas pelas acusações mentirosas feitas pela mulher de Potifar, seu senhor egípcio, o qual o encerrou na prisão por alguns anos. E também pelo copeiro do rei, que após ter sido consolado e ajudado na prisão, o esqueceu por dois anos inteiros, demonstrando assim uma grande ingratidão por José.  Todos estes fatos e outros tantos que não foram mencionados, como a profunda tristeza, solidão e saudade de seu lar e de seus pais, poderiam se constituir em fortes motivos para transformar José em um homem completamente revoltado e cheio de rancor. Mas não foi isso que aconteceu, pelo contrário, o que vemos em José é um coração isento de qualquer tipo de sentimento contra as pessoas que lhe fizeram mal. Ele não guardou no coração rancor ou revolta por tudo que sofreu, mas perdoou a todos, porque entendeu que tudo aquilo que sofreu era permitido pelo Senhor. Ele compreendeu que a mão de Deus estava sobre a sua vida e que aquelas coisas não estavam acontecendo por acaso, era o propósito do Senhor que estava se cumprimento na sua vida. José não guardou na sua mente nenhum pensamento contra ninguém, porque entendeu que estaria se opondo ao plano de Deus, que usava aquelas pessoas para tratar com ele. Vejamos o exemplo de Davi quando foi amaldiçoado por Simei. Ele poderia se defender e matar Simei, como aconselharam seus homens, mas Davi não o quis e respondeu: “Ora deixai-o amaldiçoar; pois o Senhor lhe disse: amaldiçoa a Davi... “ (II Samuel 16: 10).
    
                2 - A Palavra diz que depois de passar treze anos de sofrimento e provações, José foi grandemente abençoado por Deus na terra do Egito. Ele venceu porque viu a mão do Senhor operando em seu favor e não a intervenção das pessoas com quem conviveu. O segredo da vitória e do crescimento que o Senhor deu a José diante de todas as adversidades que passou, estão revelados nos nomes dos dois filhos que lhes nasceram depois de tudo cumprido. Em Manassés e em Efraim estão inseridas as lições que precisamos aprender para vencermos e crescermos na Obra do Espírito. Neles José traduziu o sentido de sua vida e de suas experiências, e Deus usou esta oportunidade para nos ensinar a trilhar o mesmo caminho que seu servo trilhou.
                Um detalhe para o qual precisamos atentar é que estas coisas aconteceram a José na época da fartura, durante os sete anos de abundância, antes que viesse o período longo da  fome. Hoje o Espírito Santo tem nos abençoado abundantemente, o tempo profético que vivemos tem servido para nos alimentar e fazer crescer, antes que venha o período da grande seca (grande tribulação), quando ninguém mais poderá fazer nada.
                Hoje existem muitos que não vêem as coisas que acontecem nas suas vidas como realizadas pelo Senhor, mas como fruto da interferência das pessoas que querem o seu mal. Enchem sua mente e seu coração de mágoas, de desconfianças, rancores e intrigas, e são cercados de inimizades e dissensões.
                Mas olhemos para o que aconteceu com José e para o significado dos nomes dos seus filhos, e veremos qual é a vontade de Deus para aqueles que o servem.


                3 - “E chamou o nome do primeiro Manassés; porque disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu Pai”.    

                O nome do primeiro filho de José significa: “Que faz esquecer”. Mostrando que José não guardou na sua mente, nem no seu coração, qualquer mágoa ou rancor em relação a tudo que sofreu. Ele entendeu que o Senhor estava com ele, mesmo nas aflições e assim pode descansar no Deus de Israel. José não acalentou na sua mente qualquer pensamento contra seus irmãos que o venderam ao Egito, nem tampouco desejou vingança ou mal algum contra eles, mesmo tendo oportunidade para isso. Contra Potifar que o mandou prender, nem contra sua mulher que o caluniou, José requereu qualquer ajuste de contas. O copeiro do rei não sofreu qualquer tipo de represália ou perseguição por sua ingratidão, quando José se tornou governador do Egito. O segredo da vitória de José foi que ele manteve a mente firme no Senhor. A pureza de coração e a confiança na providência do Senhor o nortearam todos os dias do seu cativeiro, e como um verdadeiro servo do Senhor ele sofreu tudo calado sem murmurar contra a sua sorte, esperando na justiça Divina que no tempo certo foi cumprida.
                A visão que José teve das circunstâncias que o cercaram, percebendo e reconhecendo a mão do Senhor em tudo, também precisa ser alcançada por nós hoje em dia, pois a Palavra orienta:“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas”  (Provérbios 3: 5 e 6). Vivemos uma hora de provações e precisamos entender o caráter de cada uma delas. Se somos tratados injustamente por alguém não podemos ir logo nos revoltando e exigindo nossos direitos, como o mundo o faz. Não podemos criar logo um inimigo, enchendo o nosso coração de indignação e assumindo a posição de não perdoar as pessoas, senão diante de um solene pedido de perdão. Às vezes passamos anos e anos guardando na mente uma mágoa de uma pessoa que Deus usou para tratar conosco, e não percebemos isso. Vejamos novamente o exemplo de Davi, que perdoou Saul, Simei, seu filho Absalão e tantos outros que buscaram o seu mal. Quando não perdoamos e esquecemos, ao invés de crescermos, diminuímos e até enfermamos mortalmente. E o que é pior, estamos resistindo à Obra de Deus nas nossas vidas e na vida dos outros.
                Se “Manassés” não nascer em nós, “Efraim” jamais nascerá.

                4 - “E o nome do segundo chamou Efraim; porque disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflição”.

                Efraim significa “Duplamente frutífero”. Ele aponta para a segunda fase da Obra de Deus na vida de José: o crescimento.
                Depois que José passou por todas as suas tribulações, pela mão do Senhor, veio a se tornar Governador de todo o Egito. Todas as adversidades foram superadas e esquecidas e Deus reverteu o quadro da vida de seu servo. Agora era chegado o momento da benção e da abundância, e nos dias da fome todos vinham a José para obter alimento, o qual agia com misericórdia por causa do que sofreu. José agora podia avaliar o sofrimento das pessoas e a fome que sentiam, por isso atendia a todos. Até mesmo aos seus irmãos que o maltrataram e o venderam como escravo, José tratou com brandura. Pois se alguém não amar seus irmãos, como amará os de fora ?
                O Senhor fez prosperar a José e ele cresceu muitíssimo. Tudo por causa do perdão e da misericórdia. Se José tivesse guardado na sua mente qualquer queixa contra o que sofreu e se deixado levar pelo sentimentalismo e pelo rancor, nada  disso teria acontecido. A Obra de salvação que o Senhor realizou através dele não teria se cumprido, e ele seria um homem revoltado e vingativo, cujo nome estaria esquecido e incluído entre aqueles que falharam no cumprimento do propósito de Deus. Mas o nome de José permanece diante de Deus para testemunho até os dias de hoje.

                5 - CONCLUSÃO - O Senhor tem este mesmo propósito para com a sua igreja e cada um dos seus servos nesta última hora. Ele quer realizar uma grande Obra e nos fazer crescer, mesmo em meio às aflições que sofremos nesta vida. Mas para que isso aconteça, é necessário que esqueçamos de todas as palavras e atitudes más que porventura alguém nos tenha feito, e rejeitar veementemente toda e qualquer dissensão e contenda, para que a igreja, e nós mesmos cresçamos, e a Obra do Senhor prospere nas nossas vidas.
                Estamos vivendo um momento de grande fome espiritual em todo o mundo; as pessoas estão desesperadas em busca do “Pão da Vida”, e nós precisamos perceber isso e entender que Deus quer nos usar para alimentar e salvar muitas vidas preciosas. A Obra tem crescido, mas o Senhor quer que ela cresça ainda mais, pois a volta do Senhor Jesus se aproxima, por isso precisamos entender o momento profético que estamos vivendo.

                Vejamos as palavras do Apóstolo Paulo em Filipenses 3: 13 e 14.

                “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que trás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Um bom lider


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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

CULTO AO AR LIVRE - Comunidade Pentecostal Cristo para as Nações.


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Ministério Teu Sangue


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Falta pão na Casa do Pão


Falta pão na Casa do Pão



Referência: Rute 1.1-22


INTRODUÇÃO

A fome é uma das experiências mais dramáticas na vida de uma pessoa. Ela produz inquietação, desespero e até mesmo a morte. Na época do profeta Eliseu, Samaria foi cercada pelos Sírios. Não entrava nem saída nada nem ninguém da cidade. O inimigo estava acampado do lado de fora. O povo de Samaria estava cercado e preso dentro dos seus muros. O pão acabou. O povo começou a passar fome. Eles tinham dinheiro, mas não tinham o que comprar. O desespero foi tão grande que as pessoas começaram a comer carne humana.
Estive na Coréia do Sul em 1997. Quando voltei para o Brasil, li na Folha de São Paulo no dia 02 de Maio/1997 que o povo da Coréia da Norte estava tão atormentado pela fome que estavam comendo os seus cadáveres.
Belém de Judá também está enfrentando um tempo de fome. A terra que manava leite e mel estava agora assolada pela fome. Aquele era o tempo dos juízes. Uma época em que o povo com frequência se desviava do Senhor (Jz 21:25). Esse tempo pode ser resumido assim: prosperidade e bênção > apostasia > castigo > arrependimento > bênção > apostasia > castigo. A seca, a invasão do inimigo, a fome era um sinal de castigo de Deus sobre o povo rebelde.
I. QUANDO FALTA PÃO NA CASA DO PÃO O POVO SE DESESPERA

1. Houve fome em Betel, a Casa do Pão – v. 1
Betel significa “a Casa do Pão”. Mas houve um dia que faltou pão na Casa do Pão. Houve um dia em que os fornos das padarias de Belém ficaram frios e as prateleiras ficaram vazias. Então, houve fome em Belém, mas não havia pão. As pessoas buscavam pão, mas não encontravam pão. Este é um retrato das igrejas hoje.
A igreja também é a Casa do Pão. As pessoas estão famintas. “Eis que vêm dias , diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor” (Amós 8:11). Muitas pessoas buscam Deus na igreja, mas não encontram. Encontram muito do homem e pouco de Deus. Encontram muito ritual, mas pouco pão espiritual. Encontram muito da terra e pouco do céu.
Hoje muitas pessoas estão famintas de outras coisas e não famintas de Deus. Buscam conhecer a respeito de Deus, mas não conhecer a Deus. Posso ter muita informação sobre Deus e não ter intimidade com ele. Conheço bastante sobre FHC, mas não tenho intimidade com ele. Temos hoje igrejas cheias de pessoas vazias de Deus e igrejas vazias de pessoas cheias de Deus. Precisamos ter fome de Deus.
O salmista disse: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Sl 42:2). Os filhos de Coré diziam “O meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo” (Sl 84:2). As pessoas hoje estão buscando as bênçãos de Deus e não o Deus das bênçãos. Querem os dons e não o doador. Querem as bênçãos e não o abençoador. Pessoas que buscam seus interesses e não a glória de Deus. Têm fome das coisas da terra e não das coisas do céu.
Ter fome de Deus é fazer como Paulo: considerar como lixo os favores da terra por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo. É não se contentar com farelo, com palha seca, com pão embolorado. Você tem fome de Deus? Você tem ansiado por Deus mais do que os guardas pelo romper da alva? Você tem clamado como Moisés: “Oh, Senhor eu quero ver a tua glória!”. Você tem clamado como Eliseu: “Senhor, eu quero porção dobrada do teu Espírito!” Ou será que estamos satisfeitos conosco mesmos como a igreja de Laodicéia?
Oh! A maior necessidade da igreja hoje é da presença de Deus, é da glória de Deus, é da manifestação de Deus em seu meio, é de pão na Casa do Pão!
II. QUANDO FALTA PÃO NA CASA DO PÃO AS PESSOAS DEIXAM A CASA DO PÃO – V. 1

1. Pessoas famintas deixam a Casa do Pão, quando não há pão na Casa do Pão – v. 1
A fome traz grande inquietação. Houve desespero em Belém. Era um tempo de apostasia, de descompromisso com Deus. O período dos juízes foi o tempo mais turbulento da história de Israel. A Palavra de Deus era rara. O povo vivia oprimido nas mãos de seus inimigos. O povo não perseverava em buscar o Senhor. Só se voltavam para Deus na hora da aflição, mas se esquecia de Deus na hora de fartura.
Elimeleque, Noemi, Malom e Quiliom abandonaram Belém. Fugiram de Belém. Eles saíram guiados pela visão humana e não pela fé. Como Ló buscaram segurança e não a vontade de Deus. Buscaram novos horizontes onde saciar a sua fome. A razão porque eles deixaram a Casa do Pão é que não havia pão na Casa do Pão.
É uma constatação muito simples: Por que as pessoas deixam as igrejas ou não vêm para a igreja? Porque não há pão. O pão era parte das práticas do templo também, era prova da presença do Senhor: o pão da proposição, o pão da Presença. O pão indicava a presença de Deus. As pessoas estão procurando desesperadamente algum lugar onde encontrar pão, onde saciar sua fome, onde satisfazer suas profundas necessidades. As pessoas estão se dirigindo aos bares porque estão famintas. Elas vão aos clubes porque estão com uma grande fome interior. Elas buscam os centros espíritas porque há um buraco na alma delas com fome de Deus. Elas usam cristais em seus pescoços buscando entrar em contato com o mundo espiritual. Elas se atropelam em filas para grandes seminários sobre iluminação espiritual e paz interior, engolindo passivamente, todo o lixo que lhes está sendo passado como se fosse a última revelação do outro mundo.
Oh! Isso deveria envergonhar a igreja. Milhões de pessoas estão procurando Pão onde só há veneno, porque há escassez de Pão na Casa do Pão.
Oh! O que é triste é que às vezes, essas pessoas procuram a igreja, mas não encontram nada na despensa, nada além de prateleiras vazias, gavetas cheias de receitas para pão, fornos frios e empoeirados.
Temos anunciado que há pão em nossa Belém. Mas quando vem a fome, tudo o que fazemos é sair em busca das migalhas dos avivamentos passados. Falamos sobre o que Deus fez e onde ele esteve, mas podemos dizer muito pouco sobre o que ele está fazendo entre nós hoje. E a culpa não é de Deus, é nosssa. Temos apenas um resíduo da glória que se extingue. Mas somos como Moisés ao descer do monte: mantemos o véu sobre o rosto para que as pessoas pensem que ainda há glória no nosso rosto, quando a glória já se foi. Camuflamos o nosso vazio assim como o clero nos dias de Jesus, mantendo o véu no lugar tradicional, mesmo não estando mais a arca da aliança por detrás dele. No passado a glória deixou a tenda, o templo, a cidade. Mantemos as estruturas, os rituais, mas falta-nos a glória de Deus!
As pessoas vêm às nossas igrejas, mas elas não vêem Deus na sua glória entre nós. Dizemos para elas: Deus está aqui, mas elas não o vêem. Uma coisa é a onipresença de Deus, outra é a presença manifesta de Deus. É impossível Deus se manifestar e as pessoas não o notarem. Jacó disse: Esse lugar é tremendo! É a porta do Céu, é a Casa de Deus.
As pessoas têm vindo à Casa do Pão, frequentemente, apenas para descobrir que aqui existe muito de homens e pouco de Deus. Deus quer restaurar entre nós o senso da sua glória. Cada vez mais falamos da glória de Deus cobrindo a Terra, mas como ela vai fluir pelas ruas das nossas cidades, se não pode nem mesmo fluir pelos corredores das nossas igrejas? Se não há pão na Casa do Pão, os famintos buscarão outros lugares para saciarem a sua fome!
III. QUANDO NÃO HÁ PÃO NA CASA DO PÃO AS PESSOAS BUSCAM ALTERNATIVAS PERIGOSAS – V. 1-5

1. Em vez de buscar a Deus, eles fogem
No passado Abrão e Isaque também fugiram da fome e sofreram por isso. Na hora da crise, não podemos abandonar a Casa de Deus, mas nos humilharmos, nos voltarmos para Deus, nos arrependermos e pedirmos restauração. A igreja está precisando de restauração. A solução não é deixar a igreja, buscar novos rumos, novas teologias, novas experiências. Nós precisamos é de Deus. Precisamos é da glória de Deus. Precisamos é que a shekináh de Deus volte a brilhar sobre nós. Precisamos é do Pão Vivo do Céu. Precisamos é de Jesus!
2. As alternativas do mundo podem ser mortais
Elimeleque = O Senhor é meu rei e Noemi = ditosa e feliz em vez de enfrentar a crise, fogem da crise. Seus nomes revelam confiança, mas eles fraquejam e buscam um atalho para a solução da crise, o atalho da fuga.
Quando Belém, a Casa do Pão, ficou vazia, as pessoas se viram obrigadas a procurar o pão da vida em outro lugar. O dilema que elas enfrentaram é que as alternativas do mundo podem ser mortais. Elimeleque perdeu sua vida buscando a sobrevivência. Ele perdeu os seus filhos, buscando a segurança deles. Eles encontraram a sepultura onde procuraram um lar. Eles puderam evitar a fome de Belém, mas não a morte em Moabe. Onde eles pensaram que preservariam a vida, eles a perderam.
Moabe é um lugar cruel. Moabe significou para Noemi doença, pobreza, morte do marido e viuvez. Moabe significou para Noemi e perda dos seus filhos. Moabe furtará seus filhos e os sepultará antes do tempo. Moabe separará você do seu cônjuge. Moabe roubará toda a vitalidade que há em você. Moabe deixará sua alma cheia de amargura.
O preço cobrado em Moabe é muito caro: lá as pessoas pagam com seus casamentos, seus filhos, suas vidas.
Noemi partiu feliz e voltou pobre, amargurada, machucada (v. 20,21).
Elimeleque fugiu da fome, mas não conseguiu fugir da morte. Ele escapou da fome, mas não escapou da morte. Ló buscou riquezas em Sodoma e perdeu lá todos os seus bens e arrebentou com a sua família.
IV. QUANDO VOLTA A TER PÃO NA CASA DO PÃO AS PESSOAS CORREM PARA A CASA DO PÃO – V. 6,22

1. Há um rumor que chega até Moabe – v. 6
Há um murmúrio que percorre as nossas cidades, ruas e becos: é o murmúrio dos famintos. Se somente um deles ouvisse um boato de que o Pão está de volta à Casa do Pão, a notícia logo se espalharia como uma onda de eletricidade, na velocidade da luz. As novidades sobre o Pão correriam de casa em casa, de um lugar para outro instantaneamente. E nós não teríamos que nos preocuparmos em anunciar na TV ou usar outros meios de comunicação. Os famintos simplesmente ouviriam a notícia: “Não é uma farsa. É verdade! E não são migalhas no chão. Realmente existe Pão na Casa do Pão! Deus está na igreja! A glória de Deus está sobre a igreja!
Quando isto acontecer serão tantos que virão que não consequiremos comportá-los em nossos templos, não importa quantos cultos tivermos a cada dia. Por que? Como? Tudo o que se tem a fazer é trazer o Pão de volta! Quer saber quando as pessoas começarão a entrar pelas portas da nossa igreja? Tão logo saibam que a PRESENÇA DE DEUS está aqui. E quando a glória de Deus estiver brilhando aqui, não teremos que colocar anúncios no jornal, rádio ou televisão. Tudo que precisamos é da presença de Deus e as pessoas virão de longe e de perto, de todos os lugares, a todo instante!
Exemplo: Avivamento no País de Gales em 1904.
2. Não precisamos nos contentar com migalhas, Deus tem muito mais para nós – v. 6
O Filho Pródigo, longe de casa, passando fome, caiu em si, arrependido e disse: “Quantos trabalhadores de Pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome. Levantar-me-ei e irei ter com meu Pai” (Lc 15:17-18).
Deus tem muito mais para nós. Não precisamos nos contentar com migalhas. Deus tem vida abundante para nós. Isaías 44:3 fala de torrentes do Espírito. João 7:37-38 fala de rios de água viva fluindo do nosso interior. Efésios 3:19 fala de sermos possuídos de toda a plenitude de Deus. Atos 1:8 fala de sermos revestidos com o poder do Espírito Santo.
Se o Senhor prepara para nós um banquete no deserto e uma mesa na presença dos nossos adversários, quanto mais ele não nos dá um banquete na Sua Casa. Não precisamos comer as migalhas que caem da mesa. Ele nos oferece as abundantes fornadas de pão quente preparados nos fornos do céu. Ele prepara para nós um grande banquete e nos convida: Venha e coma!
3. Quando há Pão na Casa do Pão, as pessoas nos acompanharão à igreja – v. 16-19,22
Esta geração, assim como Rute (que retrata os perdidos), está prestes a acompanhar Noemi (um retrato dos pródigos), dizendo: “Se você ouviu que há pão lá, então irei com você. Onde quer que você vá, eu irei. Seu povo será o meu povo, e o seu Deus será o meu Deus” (Rute 1:16).
Sabe quando é que as pessoas virão apressadas para a igreja? No momento em que provarem o Pão da presença de Deus. Quando Rute ouviu que o pão estava de volta em Belém, ela se levantou de sua tristeza para ir à Casa do Pão. Rute tornou-se avó de Davi. Davi é símbolo do Rei Messiânico. Davi nasceu em Belém a Casa do Pão. Mas Rute também foi membro da genealogia de Jesus. Jesus é o Pão da Vida. Jesus também nasceu em Belém, a Casa do Pão. Agora temos o Pão do Céu na Casa do Pão. A todos que têm fome ele diz: “Eu sou o pão da vida, quem comer desse pão nunca mais terá fome”.
Duas coisas acontecem quando o Pão da presença de Deus é restaurado na Igreja.
3.1. Os pródigos voltarão de Moabe
Noemi voltou a Belém. Ela voltou à Casa do Pão. A igreja ficará cheia quando as pessoas souberam que encontrarão pão com fartura na Casa de Deus. Não haverá bancos vazios. As pessoas terão pressa para vir. Elas virão famintas, sedentas. Elas sentirão fome da Palavra. Elas ansiarão por mais, muito mais de Deus.
Você já viu uma pessoa faminta? Já leu sobre milhares de pessoas famintas na Etiópia? Já viu gente desesperada de fome? Precisamos ficar desesperadamente famintos de Deus.
Exemplos: 1) A mulher cananéia – ela clama ao Senhor. Ela insiste. Ela não desiste. Ela enfrenta o silêncio de Jesus, a rejeição dos discípulos, as palavras de Cristo, mas ela está faminta. Ela se recusa a ir embora de mãos vazias.
Nossos cultos terão mais vida. Nossas músicas serão mais ungidas. Nossos sermões serão verdadeiro maná do céu. Nossas aulas de Escola Dominical serão pães quentes vindos direto dos fornos do céu. Nossas reuniões de oração serão frequentadas. Nossos crentes serão cheios do Espírito.
Eu espero que Deus incomode homens e mulheres em nossa igreja e nos torne obcecados com o Pão do Céu, com o Pão da Sua Presença, de forma que não descansemos até sermos saciados. A Bíblia diz que “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça” (Mt 5:3).
Precisamos ansiar pela glória de Deus, pela presença de Deus como Moisés que armou a tenda fora da congregação e para lá ia buscar o Senhor até que o povo viu a glória do Senhor sobre a tenda. Qual foi a última vez que a sua presença, em algum lugar, tenha levado as pessoas a dizerem: “Tenho que me reconciliar com Deus!” Onde estão os futuros Finneys, Moodys, Evan Robersts, que incendiaram sua geração através do poder do Espírito Santo?
Ilustração: Um pastor na Etiópia estava pregando quando homens do Governo Comunista o interromperam, dizendo: Estamos aqui para acabar com esta igreja. Elas já tinham tentado de tudo sem sucesso. Então, naquele dia, agarraram a filha de três anos do pastor e a arremessaram pela janela do templo à vista de todos que ali estavam presentes. Os comunistas pensaram que esta violência acabaria com a igreja, mas a esposa do pastor desceu, colocou sua filhinha morta nos braços e retornou ao seu lugar na primeira fila, e a adoração continuou. Como consequência da fidelidade deste humilde pastor, quatrocentos mil crentes fiéis destemidamente compareceram em suas conferências bíblicas na Etiópia. Um pastor americano, encontrando-se com este pastor, disse-lhe: “Irmão, nós temos orado por vocês, por causa da sua pobreza.” Este humilde homem voltou-se para o pastor americano e disse: “Não, você não compreende. Nós é que temos orado por vocês, por causa de sua prosperidade.” Não sou contra a prosperidade. Seja tão próspero quanto você deseja, mas busque Deus ao invés de buscar a prosperidade.
3.2. Os pródigos não voltarão sozinhos à Casa do Pão – v. 16-19,22
Rute voltou com Noemi. Noemi voltou e trouxe consigo a Rute. Quando a igreja é restaurada não somente os que saíram dela voltam, mas trazem consigo outras pessoas. Quando o Espírito de Deus é derramado os descendes de Jacó brotam como a erva e como salgueiros junto às correntes das águas (Is 44:4).
Tem muita gente nesta cidade faminta. Nós precisamos dizer a elas que existe pão na casa do pão. Ilustração: Os quatro leprosos em Samaria: “Não fazemos bem; este dia é dia de boas novas, e nós nos calamos” (2 Reis 7:9). Precisamos sair pelas ruas desta cidade e dizer que tem Pão na Casa do Pão. Tem pão com fartura para os famintos.
Se Deus realmente se manifestar com poder em nossa igreja, podem ter certeza, o rumor dos famintos se espalhará nesta cidade e região. Antes de podermos abrir as portas, os famintos já estarão na fila esperando por pão fresco. Por que não temos visto esta procura agora? É porque os famintos têm sido frustrados. Falamos da presença de Deus, mas o pecado escreveu em nossos umbrais: ICABODE: foi-se a glória de Israel. Falamos que está fluindo sobre nós um rio de vida, mas o que elas vêem é um rio de palavras. Algumas vezes até mesmo construímos maravilhosas pontes sobre leitos secos.

CONCLUSÃO

Em comparação com o que Deus já fez e quer fazer, estamos catando farelos, enquanto ele tem para nós, um crocante pão quentinho, que acabou de sair dos fornos do céu. Ele não é Deus de migalhas e de escassez. Ele está esperando que nós o busquemos de todo o nosso coração. (2 Crônicas 7:14).
Não importa o que você precise ou o que falte em sua vida – o que você realmente precisa é de Deus. E para tê-lo, precisa estar faminto! Faça como Elias, dobre os joelhos e peça a Deus que rasgue os céus e envie chuva para que haja Pão na Casa do Pão.
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A ocupação da cidade de Deus



A ocupação da cidade de Deus



Referência: Neemias 11.1-36


INTRODUÇÃO

1. A consolidação da obra feita – A obra de Deus não é feita apenas dos momentos solenes, onde a multidão se reúne para estudar a Palavra, orar e adorar. Essa obra precisa ser consolidada no dia a dia. Sem uma base forte, todo o mais entra em colapso.
2. A permanência da obra realizada – A restauração não é uma coisa fácil: Os muros tinham sido levantados. As portas estabelecidas. Os inimigos vencidos. A justiça social restabelecida. Um despertamento espiritual iniciado. Uma aliança com Deus havia sido feita. Mas, e agora? Quando acabar a festa da celebração, na rotina do dia a dia, o que fazer para garantir a permanência dessa obra?
3. Pessoas são mais importantes do que estrutura – A cidade foi reconstruída, mas onde está o povo? A reforma foi feita, mas onde colocar as pessoas? Jerusalém foi arrancada dos escombros, mas o que faz a cidade é o povo e não as pedras? Jerusalém não pode ser um elefante branco. As pessoas são mais importantes do que estrutura física. Como povoar a cidade de Jerusalém? Como ocupar o país que fora desolado? Como recomeçar depois de tantos anos de cativeiro?
I. POR QUE É IMPORTANTE POVOAR A CIDADE DE DEUS?

1. Porque Jerusalém é a cidade que Deus escolheu para ali colocar o seu nome
Jerusalém é a cidade santa:
1) Porque Deus habita nela;
2) Porque ela se separou para Deus;
3) Porque ela conhece a vontade de Deus;
4) Porque ela é comissionada por Deus para ser luz para as nações;
Aquele povo tinha consciência de suas raízes e onde deveriam se estabelecer. Eles eram o povo escolhido de Deus, uma nação de sacerdotes.
O futuro de Israel estava agora em suas mãos. A semente santa deveria toda ter escolhido morar lá, mas ao contrário, eles declinaram.
a) Porque havia exigências mais rígidas – Jerusalém é a cidade do grande Rei, é a cidade de Deus, um símbolo da igreja. A igreja é a Nova Jerusalém. Aqueles que não querem ser santos sentem-se desconfortáveis de habitar na cidade de Deus. Os perversos não prevalecerão na congregação dos justos.
b) Porque Jerusalém era o lugar mais visado e odiado pelos gentios – Morar em Jerusalém era “perigoso”. Seus vizinhos sempre procuravam atacar a cidade. As pessoas se acovardam, não querem se expor. Têm medo de perseguição. Medo de perseguição manteve muitos fora da cidade. Eles não atentaram para o fato especial da proteção de Deus (Is 33:20; Sl 46:4-5).
c) Porque morar fora de Jerusalém era materialmente mais vantajoso – A cidade estava debilitada: o comércio estava fragilizado. Faltava dinheiro. No interior estavam aparentemente mais seguros e poderiam ser mais prósperos.
II. QUAIS FORAM OS MEIOS PARA REPOVOAR A CIDADE DE DEUS?

1. Os líderes deram o exemplo – v. 1
Os líderes morando em Jerusalém era um convite e um encorjamento para os outros. O exemplo vale mais do que leis, ou palavras. Se queremos ver a Cidade de Deus cheia, a liderança tem que estar na frente.
Em Jerusalém estão os tronos da justiça, os tronos da Casa de Davi (Sl 122:5). Dela emana a lei de Deus. Calvino disse que o púlpito é o trono de onde Deus governa o seu povo.
Jerusalém é um símbolo da igreja.
2. Alguns se ofereceram voluntariamente para habitar Jerusalém – v. 2
Eles abriram mão de vantagens pessoais pelo bem da coletividade. Eles têm abnegação e visão do Reino de Deus. Não buscam apenas seu bem pessoal. Têm consciência de que são um corpo. Eles buscam Jerusalém porque lá está a Casa de Deus. Eles entendem que comunhão com Deus é mais importante do que prosperidade. A piedade com contentamento é grande fonte de lucro. Exemplo: Ló arma suas tendas para as bandas de Sodoma.
Esses vieram por amor e por dever. Vieram por patriotismo. Por isso são benditos. Eles renunciam suas vantagens, segurança, prosperidade. Jerusalém era alvo de complôs e ataques dos inimigos.
3. Alguns vieram porque foram chamados irresistivelmente pelo lançamento de sortes – v. 1b
A cidade estava reconstruída, mas estava vazia (Ne 7:4). A cidade tinha que ser habitada por judeus genuínos. Tinham estrutura, mas não tinha gente. Havia muito espaço vazio. É assim na igreja. Deus tem muito povo nesta cidade. Temos muitos bancos vazios. Precisamos sair pelas ruas da cidade e encher a Casa do Senhor. Ainda há lugar!
O lançar de sortes mostra sua submissão à vontade do Senhor (Pv 16:33).
III. QUEM FEZ PARTE DO REPOVOAMENTO DA CIDADE DE DEUS?

1. O remanescente fiel
Nem todos os de Israel são de fato Israelitas. Nem todas as tribos foram congregadas e nem todas as pessoas das duas tribos remanescentes vieram para repovoar o país e a cidade de Jerusalém.
As dez tribos do Norte foram levadas cativas pela Assíria não mais voltaram. Os que ficaram se misturam com outros povos, tornando-se um povo misto, chamado Samaritanos. Esses fizeram oposição à obra de Deus.
Mas, das 12 tribos, duas tornaram-se o remanescente. Aqui está a linhagem de Davi. Aqui está a linhagem do Messias. Deus nunca deixou de preservar o seu povo. O remanescente jamais será destruído. Com essas duas tribos: Benjamim e Judá, o povo da promessa prosseguiu até a vinda do Messias.
2. O povo conduzido por sua liderança
Os líderes estão à frente na aliança e agora no repovoamento(v. 3-4a).
A população não era uma massa amorfa, mas, sim, uma sociedade ordenada, conforme era apropriado para o povo da “cidade santa” (v. 1,13).
O povo sempre está disposto a seguir seus líderes quando esses tomam a decisão da andar com Deus.
Neemias adota um sistema de governo descentralizado, mesmo na contra-mão de todo modelo vigente naquela época.
O povo está sendo desafiado a resgatar sua credibilidade diante de Deus e dos homens. Há aqui um princípio básico: o sentimento do pertencimento. Cada um se sente parte do todo. Exemplo: a necessidade de existir esse mesmo sentimento na igreja: pertencimento, entrosamento na igreja.
a) As famílias de Judá (v. 4b-6) – Judá é uma tribo grande, enquanto Benjamim é uma tribo pequena. Essas pessoas aqui eram cabeças de famílias. Elas representavam seus descendentes. Eles estão dando rumo espiritual aos seus filhos. Embora os de Judá fossem menos em número (468) v. 6, eles eram mais valentes, preparados para a obra e mais hábeis para proteger a cidade em caso de ataque. Exemplo: Precisamos não apenas morar na cidade, mas protegê-la.
b) As famílias de Benjamim (v. 7-9) – Os benjamitas eram conhecidos por sua bravura selvagem e coragem na guerra (Gn 49:27; 1 Cr 8:40). Cada homem tem jurisdição sobre o seu próprio grupo. Esses nomes mencionados são cabeças de famílias.
3. Os obreiros da Casa de Deus
O culto é o centro da vida do povo de Deus. O fim principal da nossa vidsa é glorificar a Deus. O culto é o centro da nossa vida.
Há um destaque especial a algumas categorias no povoamento da cidade de Deus:
3.1. Os Sacerdotes (v. 10-14)
Eles ensinam a lei. Eles oram pelo povo. Eles representam o povo diante de Deus. A Palavra de Deus precisa ser proclamada. Jerusalém não pode ficar sem os sacerdotes.
O templo, o culto tem um lugar central na vida do povo de Deus. Os sacerdotes precisavam ter dedicação exclusiva para o trabalho do Senhor (At 6:4).
3.2. Os Levitas (v. 15-18)
Muito do trabalho dos levitas era ensinar a Palavra de Deus em todo o território, por isso, eles foram espalhados por todo o território de Israel (v. 1). É preciso trabalhar em Jerusalém e também fora dela (v. 16; At 1:8).
Eles cuidavam de todos so aspectos da Casa de Deus. Eles recolhiam os dízimos. Eles repartiam os dízimos. Eles eram os diáconos do templo.
Aqueles que cuidam do sustento da obra de Deus são tão importantes e necessários, como aqueles que estão na linha de frente, através da oração e do ministério da Palavra (At 6:4). Uns descem, outros seguram a corda.
3.3. Os Porteiros (v. 19)
Eles têm a incumbência de guardar a cidade, de vigiar a cidade. Havia o perigo de comércio no dia do Senhor. Havia o perigo de invasão dos inimigos. Veja Atos 20:29-30. Precisamos vigiar para que o lobo não entre e para que o diabo não semeie o seu joio no meio do trigal de Deus.
3.4. Os Servidores do Templo (v. 21)
Eles eram encaregados de serviços gerais. No corpo há diferentes membros. Todos têm dons e ministérios. Exemplo: a limpesa da Casa de Deus.
3.5. Os Cantores (v. 22)
A música sempre foi muito valorizada pelo povo de Deus. Os cantores faziam parte dos levitas. Eles tinham dedicação exclusiva nesse ministério. O louvor é algo importante.
Os cantores tinham um bom ouvido e uma boa voz. Eles eram escolhidos para conduzir os Salmos. Eram os condutores do culto. Gente especializada.
A música na Bíblia tem lugar fundamental (Sl 40:3; Ef 5:19-20; Ap 4-5).
A música na história da igreja: Reforma e Igreja contemporânea.
IV. COMO DEVE SER O REPOVOAMENTO DA CIDADE DE DEUS?

1. O repovoamento de Jerusalém não pode ser concentrador – v. 25-36
O crescimento de Jerusalém precisa passar por uma questão de equilíbrio. Pode existir dois extremos: O primeiro, é não querer estar em Jerusalém; o segundo, é querer só estar em Jerusalém.
O crescimento não pode apenar concentrador. Primeiro se fortalece a base, mas depois é preciso habitar todo o território (Js 13:1). O crescimento de Jerusalém não pode ser em detrimento de todo o território de Israel.
a) Os lugares onde se estabeleceram a tribo de Judá – v. 25-30.
b) Os lugares onde se estabeleceram a tribo de Benjamim – v. 31-35.
c) A transferência de levitas de Judá para Benjamim – v. 36.
2. O repovoamento de Jerusalém precisa ser feito com dependência de Deus e planejamento humano
a) Existe cuidado com a cidade, com o templo e com o culto;
b) Existe o princípio da liderança;
c) Existe a preocupação com a segurança da cidade;
d) Existe planejamento para o repovoamento da cidade e da nação;
e) Existe o cuidado com a fiscalização (v. 24) – O próprio rei persa estabeleceu uma pessoa para julgar e deliberar entre homem e homem, entre príncipes e o povo. Petaías deve ser uma espécie de fiscal de renda em Israel (Ne 9:37).

CONCLUSÃO

Este capítulo nos fala sobre a diversidade e unidade do povo de Deus:
1) Diversidade do povo
a) Localidade;
b) Ocupação;
c) Ministérios;
2) Unidade do povo
a) De raça;
b) De fé;
c) De relacionamento;
d) De propósito;
3) Deveres decorrentes dessa diversidade e unidade
a) Contentamento de cada um em sua posição;
b) Mútua estima e afeição;
c) Mútua ajuda;
d) Ação conjunta.
Comunidade Pentecostal Cristo para as Nações.

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